O que é o tempo? Como é que podemos definir o tempo? Vou-vos contar algo, neste artigo que vos poderá surpreender. Poderão não acreditar, questionar. Poderão até pensar que sou louco. Mas tenho a certeza que pelo menos vos fará pensar e parar um pouco.
O Tempo não existe!
Como é possível? Nós todos sabemos bem que o tempo existe. Que temos passado, presente e futuro. Será mesmo assim?
Einstein categorizou o universo por dimensões. Afirmou que existem as dimensões espaciais físicas: Para cima e baixo, para a frente e para trás, para um lado e para o outro. E depois acrescentou à sua teoria uma outra dimensão: O Tempo! Como é possível?
Se existem várias dimensões, haverá então diversos universos? Teremos outras vidas noutras dimensões, noutro tempo?
Einstein também disse que o que vemos é medido pela velocidade da luz. Os nossos olhos vêm o que a luz nos transmite e o tempo que ela demora a chegar a nós. Ele afirmava que se fosse construída uma nave espacial capaz de voar mais rápida que a velocidade da luz, e se desse a volta à Terra, então quando chegasse ao ponto de origem, o piloto dessa nave, estaria a ver-se ele próprio a partir, devido à velocidade a que a informação visual, proveniente da luz, chegaria a ele.
Segundo esta teoria, se existisse um telescópio suficientemente potente para ver o nosso planeta, instalado na galáxia mais próxima à nossa, Andrómeda (apenas a alguns biliões de luz daqui), então os habitantes dessa galáxia estariam agora a ver o aparecimento do Homem na Terra.
Uau… Dá que pensar, não? É uma teoria que parece ir contra a lógica. Vai contra aquilo que temos pré-concebido. Porém, está provado que os astronautas envelhecem mais lentamente quando estão no espaço, porque o tempo lá decorre de maneira mais lenta.
Muito confuso, não? Mas faz todo o sentido, na medida em que temos o poder de criar a nossa vida. Podemos ter tudo o que queremos e ser tudo o que desejamos. Porquê? Exactamente porque o tempo não existe. O Passado, o Presente e o Futuro convergem num único ponto. Lembram-se do Conto de Natal do Charles Dickens, com a personagem Scrooge? Em que os espíritos do passado, do presente e do futuro lhe aparecem e mostram a vida dele nestes três tempos, para ele poder alterar a sua vida. Esta história tem uma grande mensagem por trás. Porque é que os espíritos não o levaram a ver apenas o seu futuro? Não seria suficiente para alterar o seu comportamento e a sua vida? Parem um pouco e pensem nisto. Os três se uniram!
Se você pudesse alterar o seu passado, fazia-o? E se pudesse alterar o seu futuro?
Muitos livros, muitos textos, muitos filmes falam do Aqui e Agora. Na realidade isso deve-se exactamente a concentrarmo-nos onde estamos agora. O tempo presente é o único que interessa. Se vai estar sempre a pensar no futuro, vai estar a preocupar-se (Pré-ocupar-se). Não vive o presente. Quando pré-ocupamos, estamos a ocupar um espaço e um tempo que ainda não deveriam ser ocupados. Estamos a concentrarmo-nos no futuro e esquecemo-nos do presente. Não vivemos o momento. Lembrem-se que “o dia de hoje é o amanhã com que nos preocupávamos ontem” (Anthony Hopkins). Ao concentrarmos toda a nossa energia, toda a nossa concentração no presente, no Agora, estamos de facto a viver a nossa vida em pleno. Estamos a viver o momento, estamos a apreciar o momento. O que resolve estar preocupado com o amanhã?
A esta altura devem estar a pensar se eu terei ou não agenda. Sim, tenho. Claro que marco na agenda os meus compromissos futuros. Mas é exactamente para isso que serve a agenda. Para anotar o que vou fazer no futuro e não me preocupar mais com isso. Assim vivo cada dia, como o dia mais feliz da minha vida. E como disse-me um grande amigo: “e se tivermos de morrer amanhã, que sintamo-nos Felizes e Radiosos pelo que fizemos Hoje e pelo que fazemos para os Outros.”
Isto é viver o presente, o dia-a-dia. É não nos preocuparmos com o tempo.
Quantas vezes diz que não tem tempo? Quanto tempo passa a dizer que não tem tempo? Quanto tempo passa a preocupar-se com o tempo que não tem?
E se lhe dissessem quanto tempo tem de vida? O que faria com o seu tempo? Quanto é que ele vale?
Dejá vú… Já todas as pessoas tiveram. Segundo a teoria de que o tempo não existe (é apenas algo que os humanos medem) por vezes tomamos consciência de algo no passado ou no presente. Isso é o dejá vú. Através do nosso corpo astral, conseguimos viajar no tempo e no espaço, entre dimensões. Quando estamos a sonhar, não existe limite para onde ir. Estamos apenas a viajar com o nosso corpo astral entre o espaço e o tempo. Já muitas pessoas tiveram premonições nos seus sonhos ou mesmo acordados, em algum momento de uma vibração mais elevada. Foram até ao futuro. E existem também muitos relatos de sonhos ou viagens de coisas passadas ou mesmo de outras vidas anteriores. Tudo isto são viagens que o nosso corpo astral faz no tempo e espaço, entre o passado e o presente. E apenas é possível porque o tempo não existe. É algo paralelo a nós, que nos permite experimentar a vida como a criámos. É algo que nos facilita a compreensão de certas coisas e nos permite experienciar cada vez mais a vida e a ligação que temos com tudo.
Imaginem uma sandes com várias fatias de queijo. E a atravessar a sandes está um palito que atravessa todas as fatias de queijo. Tu encontras-te numa dessas fatias e o palito é o tempo. De vez em quando olhas para baixo e vês outra fatia de queijo exactamente igual à tua. Outras vezes olhas para cima e acontece exactamente o mesmo. Cada fatia de queijo és tu, num tempo diferente. Porém, por vezes temos a hipótese de contemplar essas outras fatias (outras dimensões do teu ser) por breves momentos. Não deixas de ser tu, mas simplesmente atravessado por um outro bocado do palito (tempo). Isso é o Déjá vú.
Tempo é uma medida que criámos para medir o deslocamento de um objecto ou corpo do ponto A para o ponto B. Em livros de ficção científica e em certas séries televisivas e filmes, fala-se em dobra espacial. Uma dobra espacial é quando conseguimos unir o ponto A e o ponto B, não deixando nenhuma distância entre eles.

Assim conseguindo, em teoria, dobrar o espaço, dobraríamos o tempo, permitindo ir do ponto A ao ponto B, num instante, sem percorrer nenhuma distância. Isto só é possível se o tempo não existir.
O tempo é uma ilusão. Mas é uma ilusão na qual vivemos e temos de viver devido aos nossos corpos físicos. A nossa energia mais densa necessita desta noção de tempo, para se poder mover. Mas em planos mais elevados, o tempo deixa de fazer sentido e podemos movermo-nos em todas as direcções em qualquer sentido cronológico. Se multiplicarmos todas as dimensões da teoria de Einstein, as 3 espaciais e a temporal, temos como resultado uma infinidade de dimensões. Não há limites!
Actualmente os grandes físicos, discutem a possibilidade de existirem 11 dimensões. Não sei como chegaram a esses cálculos, mas o que entre essas teorias continua a figurar a teoria de Einstein e a de que o Tempo é uma dimensão.
O mais importante em isto tudo? Viver o Aqui e o Agora. Viver o momento cada momento.
Quantas vezes já respiraste hoje?
Tudo de bom!